27 de outubro de 2010

Eleições 2010 :Jenipapo de Minas tem uma das mais altas abstenções do país

“É uma consequência de um flagelo social, que se repete a cada ano em nossa região, representado pela migração

O alto percentual de ausentes no Vale do Jequitinhonha pode atrapalha os planos petistas. A abstenção é motivada pela saída de trabalhadores que vão buscar sustento nas usinas de açúcar e álcool no interior paulista. Os cortadores de cana saem de casa, entre abril e maio, deixando para trás mulheres (as chamadas viúvas da seca), com os filhos. Só retornam em dezembro, ou seja, depois da eleição. Em Jenipapo de Minas, a ausência foi de 41,32%, uma das mais altas do país. A perspectiva é de que o índice se repita no domingo.

“É uma consequência de um flagelo social, que se repete a cada ano em nossa região, representado pela migração. Os pais saem para o corte de cana, deixando para trás as mulheres e os filhos, pela falta de uma alternativa econômica e outro meio de sustentabilidade”, lamenta o prefeito de Jenipapo de Minas, Márlio Costa (PDT). Segundo ele, a cada ano cerca de 2,5 mil pessoas deixam o lugar em busca do sustento temporário nos canaviais paulistas. Na cidade, é explícito o apoio a Dilma Rousseff, com propaganda da petista espalhada pelas ruas.

Cabresto

Teresa da Silva Santos, mãe de seis filhos, conta que o marido não votou porque está trabalhando no corte de cana. Ela revela, porém, que em eleições municipais o marido voltou a cidade somente para votar, contando com a ajuda extra de candidatos a vereador da cidade.

Assim como no restante do Vale do Jequitinhonha, embalada pelo Bolsa Família e outros programas sociais e favorecida pela própria barragem de Setúbal, Dilma ganhou com folga em Jenipapo de Minas no primeiro turno: 2.029 (71,8%), contra 680 votos (24%) do tucano José Serra e 108 votos (3,8%) de Marina Silva (PV). No entanto, mesmo com a larga vantagem, a petista “perdeu” para as abstenções, que somaram 2.226. O município tem um total de 5.282 eleitores.

Um dos coordenadores da campanha petista, o deputado Cândido Vacarezza (PT-SP) tentou minimizar o provável aumento da abstenção no segundo turno. “O nosso adversário está muito preocupado com a ausência. É natural que no segundo turno haja um índice maior, mas nossos eleitores vão votar, tenho certeza”, afirma. Os tucanos estão apreensivos com a possibilidade de os eleitores paulistas, onde Serra lidera as pesquisas, viajarem no feriado prolongado. O PSDB prepara um levantamento sobre o possível impacto da abstenção nos estados. Ontem, o próprio Serra reforçou: “Perca um feriado e ganhe um feliz ano novo”.
Fonte: Com informações do PB Agora

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