14 de abril de 2012

Itamarandiba: CEMIG anuncia investimentos em energia

O anúncio das melhorias não convenceu a plateia, nem as autoridades presentes, que relataram já ter ouvido promessas semelhantes da concessionária


A Cemig afirmou que vai investir, ainda este ano, cerca de R$ 750 milhões para melhorar a qualidade da rede e evitar as constantes interrupções no fornecimento de energia elétrica em Itamarandiba no Alto Jequitinhonha. O anúncio foi feito por representantes da concessionária em audiência pública da Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, realizada na manhã desta sexta-feira (13/4/12), na Câmara do município.


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Entre as medidas previstas pela companhia energética estão o aumento da frequência de inspeções na rede, a reforma de oito circuitos de baixa tensão, a conversão de 15 km de rede monofásica para trifásica na zona rural e o alargamento da faixa para a instalação de novas linhas de transmissão.
Concessionária vai construir uma subestação no município
O técnico do Sistema Elétrico da Cemig, Tiago Ferreira da Cunha, também informou que a concessionária vai construir, até 2016, uma subestação no município, com capacidade para atender 50 mil consumidores. Segundo ele, o projeto já foi aprovado e se encontra em fase de estudo de viabilidade técnica.
No entanto, o anúncio das melhorias não convenceu a plateia, nem as autoridades presentes, que relataram já ter ouvido promessas semelhantes da concessionária. O prazo para instalação da subestação também não agradou. Na audiência, moradores, produtores rurais e comerciantes cobraram ações imediatas para a solução dos apagões, que segundo relatos, têm sido diários, principalmente no horário de pico, por volta de 19 horas.
A cidade vem sofrendo há mais de 20 anos com o problema
Segundo o autor do requerimento, deputado Délio Malheiros (PV), a cidade vem sofrendo há mais de 20 anos com o problema. Conforme destacou o parlamentar, a instabilidade no fornecimento e a má qualidade da energia têm afastado investimentos de empresários na região, prejudicando o desenvolvimento local.
Prejuízos - Os prejuízos vão desde a queima de computadores, máquinas de xerox, carregadores de celulares até equipamentos necessários para a produção agropecuária, como destacou o presidente do Sindicado dos Produtores Rurais de Itamarandiba, Paulo José Silva. “Os produtores têm investido na pecuária do leite, mas o produto está estragando porque os tanques de resfriamento ficam sem funcionar, já que dependemos da energia”, afirmou.
Conforme o presidente da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária do município, Betllen Belo Lopes Carneiro, uma pesquisa com 140 associados revelou que todos têm reclamações a fazer quanto à prestação de serviço por parte da Cemig ou já tiveram algum tipo de prejuízo em virtude das interrupções. “Não estamos exigindo favores, nós pagamos por esse serviço”, pontuou. O problema também provocou a perda de quatro mil doses de vacinas, segundo informou a funcionária de Secretaria de Saúde, Clara Gusmão.
Interferências - O líder de negócios da área Leste da Cemig, Claudemiro Dantas da Cunha, justificou que as interrupções são provocadas, na maioria dos casos, pela interferência dos eucaliptos na rede, árvore que é plantada em larga escala na região e cuja produção é uma das principais atividades econômicas de Itamarandiba. Segundo ele, hoje mais de 40% das linhas de transmissão da concessionária estariam em áreas destinadas à plantação da espécie.
Para o deputado Sargento Rodrigues (PDT), os consumidores estão exigindo o que especifica a lei de prestação de serviço de energia, ou seja, regularidade, continuidade, eficiência, segurança, cortesia e preços adequados das tarifas. “Portanto, quando essas pessoas aqui bradam pela qualidade dos serviços, estão fazendo isso amparadas por uma lei”, destacou.
Délio Malheiros afirmou que solicitará audiência com o governador para ele tome conhecimento do problema em Itamarandiba. Os deputados disseram ainda que vão acionar a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Ministério Público, para que seja ajuízada ação civil pública contra a Cemig, se necessário. Requerimento sobre essas questões serão aprovados em próxima reunião da Comissão.
Fonte: Com informações da Assessoria da ALMG

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