24 de maio de 2010

Assassino confesso de ex-prefeito de Berilo vai a julgamento

Parentes e amigos emocionados clamam por justiça
O réu Roberto da Rocha Gonçalves, o Gil, confessou ao Juiz de Minas Novas, no Médio Jequitinhonha, que assassinou o ex-prefeito de Berilo, Cláudio Waldete dos Santos, o Ioiô, com medo de ser morto pelo médico Luiz Antônio Nogueira que teria encomendado o serviço pelo valor de R$ 15 mil. Gil disse que não recebeu o dinheiro do médico.


Ele disse que sofreu tortura de policiais civis após sua prisão. Confessou que foi retirado 18 vezes da cela por um delegado e policiais civis, sendo pressionado para envolver outras pessoas no crime.Ele também falou que o crime foi acertado em abril de 2008, 3 meses antes do assassinato, na fazenda do médico, em Sete Lagoas.


Ao ser perguntado pelo seu relacionamento com Ioiô confessou gostar dele e que não tinha nenhuma raiva dele. Em nenhum momento se mostrou arrependido.Segundo o réu, ou ele fazia o serviço ou teria que mudar de Berilo com sua família. Preferiu matar Ioiô.
Somente três testemunhas foram ouvidas: Rosarinha Coelho, companheira do Gil; Natael Gonçalves e Paulo José. O Juiz Ronaldo Souza Borges deu um intervalo para almoço com reinício ás 12:30 horas dessa terça 25-05-10. Serão ouvidos os advogados de acusação e defesa, além da Promotora Luciana Teixeira Gumimarães Christófaro.

Revolta de parentes e amigos
O plenário do Fórum de Minas Novas está cheio com muita gente em pé. Familiares assistem o julgamento que deve terminar à tarde. Estão presentes a viúva de Ioiô, Aires Maciel, seu filho, Igor Coelho, três irmãs e um irmão do ex-prefeito. Diversos amigos, vereadores e outras pessoas assistem comovidos ao depoimento de Gil e de testemunhas.Há um ar de revolta entre todos os presentes.
Assassino confesso é condenado
Roberto da Rocha Gonçalves, o Gil, foi condenado a 14 anos de prisão por ter assassinado o ex-prefeito de Berilo, Cláudio Waldete Coelhos Santos, o Ioiô,
A sentença judicial lida pelo Juiz Cristiano Araújo Simões Nunes foi recebida pelos parentes, amigos e cidadãos berilenses e de Minas Novas, com uma certa decepção. Esperava-se a pena máxima de 30 anos, pela qualificação de crime cruel, por tocaia, à traição, e ainda sob a acusação de ter sido encomendado por R$ 15 mil.
O julgamento do médico Luiz Antônio Nogueira não foi ainda marcado, nem há uma previsão da data em que pode acontecer, segundo informações de servidores do Fórum.
Atualizado em 26-05-10
Fonte: Com informações do blogdobanu

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